Fiocruz welcomes Peruvian researcher for scientific cooperation on parasitic diseases and clinical research

Researchers at Fiocruz received, on Wednesday (27/5), physician and researcher Hugo García from the Universidad Peruana Cayetano Heredia (UPCH), for a meeting on international scientific cooperation in the areas of cysticercosis, parasitology, and clinical research. García is also one of the principal investigators of the consortium The Global Health Network Latin America and the Caribbean (TGHN LAC) and a member of the Cysticercosis Working Group in Peru (CWGP), a globally recognised reference network on the subject, with more than 250 indexed publications and multidisciplinary work spanning public health, neurology, veterinary medicine, molecular biology, and genomics.
Cysticercosis and its regional relevance
Cysticercosis is a neglected parasitic disease directly associated with poor socioeconomic conditions and inadequate sanitation. It occurs when a person accidentally ingests eggs of Taenia solium present in contaminated water or food. When these larvae lodge in the central nervous system, they cause neurocysticercosis, a severe form of the disease associated with epileptic seizures and intense headaches.
According to the Pan American Health Organisation (PAHO), the condition is among the leading causes of acquired epilepsy worldwide, accounting for approximately 30% of cases in endemic areas of Latin America, South and South-East Asia, and sub-Saharan Africa. In Brazil, Fiocruz monitors the subject through research in parasitology, diagnosis, and epidemiological surveillance. "Neurocysticercosis is a complex disease with diverse presentations," García noted.
Prospects for cooperation between Brazil and Peru
The meeting was organised by the coordinator of Relations and Cooperation with Foreign Institutions at the Vice-Presidency for Research and Biological Collections (VPPCB), Vinicius Frias, and drew on the TGHN LAC consortium as a platform to facilitate the exchanges discussed.
García expressed interest in expanding cooperation with Brazilian centres and highlighted the strategic role of broader regional coordination. "We can position ourselves as pivots for other centres across Latin America," he stated. The researcher also shared that, in Peru, the UPCH has built a clinical studies centre which aims to establish a cohort of research participants who would act as ambassadors for participation in clinical trials.
Among the possibilities discussed, the exchange of biological samples and diagnostic inputs was identified as a point of interest both for physician André Daher, who participates in the coordination of the Fiocruz Clinical Research Network (RFPC) and the Fiocruz Biobank Network (VPPCB), and for the researchers of the National Reference Laboratory for Hydatidosis at the Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Martin Sehabiague and Fernanda de Almeida Cunha.
At the meeting, researcher and group leader of Biology and Immunology of Infectious and Parasitic Diseases at Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas), Cristina Fonseca, raised the possibility of a "student exchange between Fiocruz and UPCH."
Vinicius Frias also suggested connecting the Peruvian group with a team from the National Institute for Quality Control in Health (INCQS) for pre-clinical research initiatives, broadening the scope for collaboration.
For these intentions to be translated into workable bilateral projects, health management analyst at the Vice-Presidency for Global Health and International Relations (VPSGRI), Ana Helena Gigliotti, noted that the institutional pathways are already open. "Fiocruz maintains a memorandum of cooperation with the Peruvian institution, both within the TGHN LAC consortium and through the National Institute of Infectology (INI/Fiocruz)," Gigliotti explained. According to her, the prior existence of this agreement "facilitates the formalisation of new joint scientific cooperation projects," providing a solid institutional foundation for the next steps of the partnership. Also in attendance were researcher Adriana Ribas (VPPCB) and TGHN LAC Fiocruz communications analyst Luisa Picanço.
"The network contributes to the creation of sister projects that extend the reach of scientific initiatives in the region," explained the executive coordinator of TGHN LAC at Fiocruz, Flávia Bueno. The principal co-investigator of TGHN LAC at Fiocruz, affiliated with the Scientific Computing Programme of the Vice-Presidency for Education, Information and Communication (VPEIC), Antônio Pacheco, reinforced the initiative's capacity-building dimension: "Our consortium represents a space for the development of capabilities and practices in research."
García's visit forms part of an already ongoing collaboration between the two institutions. Since April 2024, Fiocruz, UPCH, and the Universidad Científica del Sur (UCSUR) have been part of the Brazil–Peru Twinning Programme, a structured initiative within TGHN LAC aimed at equitably strengthening scientific capacities in biobanking in both countries. Another resource of the collaboration isthe biobank research club, a monthly meeting space for researchers, health professionals, and students from Brazil, Peru, and Colombia.
Versão em português
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Fiocruz recebe pesquisador do Peru para cooperação científica em parasitoses e pesquisa clínica
Pesquisadores da Fiocruz receberam, na quarta-feira (27/5), o médico e pesquisador da Universidade Peruana Cayetano Heredia (UPCH), Hugo García, para uma reunião de cooperação científica internacional nas áreas de cisticercose, parasitologia e pesquisa clínica. García também é um dos pesquisadoresprincipais do consórcio The Global Health Network América Latina e Caribe (TGHN LAC) e integrante do Grupo de Trabalho de Cisticercose no Peru (CysticercosisWorkingGroup in Peru/CWGP), uma rede de referência global no tema, com mais de 250 publicações indexadas e atuação multidisciplinar em saúde pública, neurologia, medicina veterinária, biologia molecular e genômica.
A cisticercose e sua relevância regional
A cisticercose é uma doença parasitária negligenciada, diretamente associada a condições socioeconômicas e de pouco saneamento.Ela ocorre quando a pessoa ingere acidentalmente os ovos da Taeniasolium presentes em água ou alimentos contaminados.Quando essas larvas se alojam no sistema nervoso central, causam a neurocisticercose, uma forma grave da doença associada a crises epiléticas e cefaleia intensa.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a patologia está entre as principais causas de epilepsia adquirida no mundo, representando cerca de 30% dos casos em áreas endêmicas da América Latina, Sul e Sudeste Asiático e África subsaariana.No Brasil, a Fiocruz acompanha o tema por meio de pesquisas em parasitologia, diagnóstico e vigilância epidemiológica. "A neurocisticercose é uma doença complexa, com apresentações diversas", pontuou García.
Perspectivas de cooperação entre Brasil e Peru
O encontro foi organizado pelo coordenador de Relações e Cooperação com Instituições Estrangeiras da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), Vinicius Frias, e contou com o consórcio TGHN LAC como plataforma para viabilizar os intercâmbios discutidos.
García sinalizou interesse em ampliar a cooperação com centros brasileiros e destacou o papel estratégico de uma articulação regional mais ampla. "Podemos nos posicionar como pivôs para outros centros da América Latina", afirmou. O pesquisador contou ainda que, no Peru, a UPCH construiu um centro de estudos clínicos que pretende criar uma coorte de participantes de pesquisa que atuariam como embaixadores da participação em ensaios clínicos.
Entre as possibilidades debatidas, o intercâmbio de amostras biológicas e insumos diagnósticos foi apontado como ponto de interesse tanto para o médico André Daher, que participa da coordenação da Rede Fiocruz de Pesquisa Clínica (RFPC) e da Rede Fiocruz de Biobanco (VPPCB), quanto para os pesquisadores do Laboratório de Referência Nacional em Hidatidose do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz, Martin Sehabiague e Fernanda de Almeida Cunha.
Na reunião, a pesquisadora e líder do grupo de Biologia e Imunologia de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas), Cristina Fonseca, levantou um possível “intercâmbio de estudantes entre a Fiocruz e a UPCH.”
Vinicius Frias sugeriu ainda conectar o grupo peruano a uma equipe do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) para iniciativas de pesquisa pré-clínica, ampliando as possibilidades de colaboração.
Para que as intenções se transformem em projetos bilaterais executáveis, aanalista de gestão em saúde da Vice-Presidência de Saúde Global e Relações Internacionais (VPSGRI), Ana Helena Gigliotti, lembrou que os caminhos institucionais já estão abertos.
"A Fiocruz mantém um memorando de cooperação com a instituição peruana, tanto no âmbito do consórcio TGHN LAC quanto por meio do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz)", explicou Gigliotti. Segundo ela, a existência prévia desse acordo "facilita a formalização de novos projetos conjuntos de cooperação científica", oferecendo base institucional sólida para os próximos passos da parceria.Também participaram do encontro a pesquisadora Adriana Ribas (VPPCB) e a analista de comunicação da TGHN LAC Fiocruz, Luisa Picanço.
"A rede contribui para a criação de projetos irmãos, que ampliam o alcance das iniciativas científicas na região", explicou a coordenadora executiva da TGHN LAC na Fiocruz, Flávia Bueno. O co-pesquisador principal da TGHN LAC na Fiocruz, que é vinculado ao Programa de Computação Científica da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), Antônio Pacheco, reforçou o caráter formativo da iniciativa: "Nosso consórcio representa um espaço para o desenvolvimento de capacidades e práticas em pesquisa."
A visita de García se insere em uma colaboração já em curso entre as duas instituições. Desde abril de 2024, a Fiocruz, a UPCH e a Universidade Científica do Sul (Universidad Científica delSur/UCSUR) integram o Programa de Twinning Brasil-Peru, iniciativa estruturada no âmbito da TGHN LAC voltada ao fortalecimento equitativo das capacidades científicas em biobancos nos dois países. Outro recurso da colaboração é o clube de pesquisa em biobancos, espaço mensal de encontro entre pesquisadores, profissionais de saúde e estudantes do Brasil, Peru e Colômbia.
Escrito por Luisa Picanço (VPEIC/Fiocruz)